31/10/2006
Exclusivo: Surforeggae entrevista Tribo de Jah, que fala sobre o novo álbum "The Babylon Inside"!
 

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Fauzi Beydoun fala do novo CD da Tribo de Jah, da homenagem a sua cidade natal (Assis e região, Iepê, etc.) e também das menções de Trindade, Prainha Branca e muito mais.

A ENTREVISTA


Surforeggae: Este é o décimo segundo CD da carreira. Curiosamente, a Tribo que fala tanto do Maranhão aparece agora falando de São Paulo e especialmente de Assis, tua cidade natal. Por que só agora?

Fauzi: A Tribo continua cantando o Maranhão como sempre cantou, afinal, a banda é resultado também de toda a intensa cena reggae maranhense, do próprio movimento reggae do Maranhão. O fato de fazer uma música falando de Assis coincide também com uma volta recente à região. Fiquei muito tempo sem visitar a cidade e quando fui, é natural que tenha havido um impacto emocional porque tenho até hoje o mapa de Assis por inteiro desenhado dentro da cabeça. Cada esquina, cada rua, traz reminiscências e emoções muito presentes. Iepê, uma cidadezinha próxima de Assis que é a cidade de minha mãe, onde nasceu minha irmã também e onde eu passava períodos maravilhosos na casa de minha tia, também marcou muito a minha infância e adolescência.

Surforeggae: Além de falar de Sampa, que está também na capa do CD, as menções de passagens por Trindade e Prainha Branca são mesmo autobiográficas?

Fauzi: Na real a Tribo já mora em Sampa há um bocado de tempo e já se sente totalmente integrada na metrópole. São no mínimo oito anos em São Paulo. É quase que inevitável falar da cidade. No caso de Trindade e Prainha Branca é realmente uma menção autobiográfica mas de um tempo em que eu nem conhecia o Maranhão ainda. Falo mais ou menos da época de 80 ou 81, quando costumava ir acampar nessas praias e, é claro, que elas eram muito mais preservadas naquela época. A Rio-Santos nem existia e tinha uns trechos da estrada em que o ônibus que saía de Bertioga tinha que seguir um bom trecho pela própria praia e depois era uma estradinha de terra bem precária até chegar a São Sebastião. Tudo que havia ali era pequenas aldeias de pescadores bem isoladas. Trindade então não tinha quase nada a não ser a natureza deslumbrante do lugar. E é claro também que só os "muitos malucos" chegavam nesses lugares. O que eu falo na música era verdade mesmo; a gente saía sem grana, de carona, e se virava como podia, mas tinha sempre uma viola na parada. Rolou "carona" de trem de carga, mas às vezes a gente pegava trem de passageiro mesmo e como não tinha a grana da passagem, na hora que passava o cobrador a gente subia no trem. Eram tempos mais "românticos" por assim dizer.

Surforeggae: E por que o titulo The Babylon Inside? A banda voltou a gravar alguns temas em inglês dessa vez.

Fauzi: As canções em inglês agora se tornaram essenciais porque a banda realmente tem viajado muito ao exterior e há essa necessidade de uma comunicação mais direta com o publico lá de fora. É importante que a gente seja compreendido pela mensagem que a banda sempre procurou passar aqui no Brasil, mas de uma forma mais abrangente, pro mundo todo. Tem muita banda de reggae alemã, japonesa, sueca, etc. que canta em inglês e acaba tendo uma projeção internacional razoável. A faixa título aborda o conceito de "Babilônia" de uma forma totalmente diferente. Não se trata neste caso de um sistema opressor, mas simplesmente da negatividade que ronda nossas cabeças, como sentimentos inferiores de ódio, inveja, vingança, etc.; como uma freqüência negativa poluindo o ar e que a gente tem que evitar. É aquela estória de você mudar o mundo começando consigo mesmo. Livre a sua cabeça de todo o mal, cultive o bem, o amor, e assim, se cada um fizer o mesmo, naturalmente o mundo vai ser melhor. É um enfoque diferente, mas que reflete também uma evolução natural da banda na sua temática e na sua ideologia.

Surforeggae: Como é que você e a banda avaliam esse novo trabalho agora que estão completando 20 anos de carreira?

Fauzi: Felizmente a avaliação da banda foi totalmente positiva, aliás, a gente finalmente conseguiu fazer um CD como a gente queria e talvez por isso, o resultado foi altamente gratificante para todo o grupo. Deu pra gente sentir que o passar do tempo tem tornado o trabalho mais lapidado, mais apurado. Isso nem sempre é uma regra já que muitos músicos ou artistas às vezes vão declinando com o tempo, e não conseguem reproduzir trabalhos de qualidade como os do início da carreira. Isso vale pra muitas bandas de reggae jamaicanas inclusive que fizeram muitos clássicos na década de 70 ou 80 e, depois, perderam qualidade com o tempo.

Acho que ao longo desses 20 anos a Tribo conseguiu o prodígio de manter uma média invejável quanto ao nível de seus muitos CDs. Mesmo tendo uns melhores que outros, mas, na média, o resultado é totalmente satisfatório. Porém, com relação a este ultimo trabalho eu acho que há um consenso entre todos da banda de que houve um progresso e que o resultado final atingiu amplamente a expectativa. É que nos tempos que a gente tinha a gravadora na cola rolava muita pressão. Tinha que ser tudo muito rápido, com tempo estourando, enfim, era tudo muito na pressa e a gente nunca tinha tempo suficiente pra fazer as coisas como a gente queria. Este foi o primeiro trabalho independente desde que saímos da gravadora e pudemos fazê-lo com o tempo e as condições ideais, talvez por isso seja o único trabalho com o qual a banda tenha ficado totalmente satisfeita, por incrível que pareça.

Surforeggae: A versão de "War In A Babylon" de Max Romeo, apesar de parecer muito bem executada, fugiu do tema original abordado pelo autor na letra de "Guerra na Babilônia". Isso foi casual ou proposital?

Fauzi: Houve aí uma intenção explicita de trazer a musica para o nosso tempo atual. Max Romeo compôs a canção original da década de 70 e ela foi banida das rádios jamaicanas porque as autoridades de lá acreditavam que ela tinha um teor muito explosivo. No entanto, ela estava diretamente associada à realidade jamaicana daquela época, quando a Jamaica vivia uma verdadeira guerra civil numa luta brutal entre as facções dos dois principais partidos políticos jamaicanos. Não faria sentido fazer uma versão literal pra abordar uma realidade vivida a tantos anos. Na versão que fizemos procuramos revelar o fato curioso de que a atual guerra no Iraque tem como palco a região que na antiguidade era a Babilônia.

A partir daí preferimos dar enfoque a uma situação "literal" a que o titulo da canção nos reporta, já que "há de fato uma guerra acontecendo na Babilônia (onde hoje é o Iraque)" e, de uma forma mais abrangente, essa é também uma guerra que poderia ser assimilada dentro do contexto que usamos pra definir a Babilônia nos dias de hoje. Na real, acho que foi uma grande sacada, porque os rastas fazem uma leitura diferenciada da Bíblia e, assim como o povo judeu foi levado cativo para a Babilônia de Nabucodonosor, eles acham que eles também são o povo de Deus que foi trazido cativo da África para a "Babilônia atual", ou seja, o mundo capitalista ocidental.

Surforeggae: Pra finalizar, depois desse trabalho que parece ter sido uma grande realização para a Tribo, o que mais vem por aí em termos de projetos fonográficos futuros? Já existe algo planejado?

Fauzi: Muita coisa. São muitos projetos. De imediato a banda lançará brevemente um CD todo em inglês para o mercado externo (mas que deverá estar disponível também no Brasil) que traz também as musicas em inglês que já estão no "The Babylon Inside". Este CD já esta pronto. No momento, a banda está produzindo o seu primeiro CD de DUB, que deverá se chamar "In Dub" (titulo provisório). Deverá estar pronto logo depois do período de carnaval. E para o ano que vem se Deus quiser, a gente espera poder gravar o segundo DVD pra comemorar os 20 anos de carreira como o título de "Refazendo". Tem muito trabalho pela frente...


Fonte: Surforeggae.com.br (Rodrigo Fontes)







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