Som Pop!

Vocês se lembram do Som Pop? Aquele programa dominical de “videoclips” que a muito tempo atrás era apresentado na TV Cultura? Esse mesmo! Aquele que passava antes do Stádio, que era um programa sobre esportes. Ou era ao contrário?
Pois é! Me lembro que num dos programas, apresentado na época pelo “Eu sou Boy” Kid Vinil, a proposta foi apresentar videoclips que tivessem o mesmo título, com bandas e propostas totalmente diferentes. Então o grande Kid apresenta primeiramente a balada heavy metal romântica “Is this Love” dos cabeludos a lá big-ma-leão Whitsnake, sucesso total à época, inicio dos anos 80. Muito boa...
Terminado o primeiro videoclip, Kid anuncia um tal de Bob Marley, também com a sua “Is this Love”. Eu devia ter de 12 a 13 anos na época e não tinha a mínima idéia de quem fosse o tal Marley, mas como estava ali mesmo na frente da TV, porque não conferir. Começado o clipe, de cara já o achei mágico, pois o também cabeludo Marley era diferente, a começar pelo cabelo. O ritmo era contagiante, alegre e simples. As crianças dançando naquele ritmo lento, aquela alegria, realmente me contagiou. Guardei aquilo na memória e resolvi procurar.
Minha curiosidade em saber quem era esse tal Bob Marley me fez procurar o Centro Cultural São Paulo, pois não tinha a mínima idéia de onde buscar informações na época e lá tinha certeza que encontraria algo. Faz muito tempo que não apareço por lá, mas me lembro que eles tinham uma discoteca imensa, onde escolhia-mos os disco e sentava-mos numa boa poltrona com fones de ouvido. Era realmente mais do que relaxante. Foi lá que descobri a obra contagiante de Marley e também de muitos outros “cabeludos estranhos” que tocavam, cantavam e dançavam no mesmo ritmo. Demorou um pouco para eu conseguir juntar um dinheirinho e comprar no Museu do Disco, que ficava na frente da Pitter no centro de São Paulo, o primeiro discão do cabeludo Marley, Rastaman Vibration...
Caramba! Já se passaram 17 ou 18 anos, sei lá. Muitas histórias rolaram. Continuei e continuo contagiado. Muitas vezes fui radical ao ponto de não deixar sair outro ritmo do meu “3 em 1” que não fosse o reggae. Outras vezes deixei tudo de lado também, mas confesso que não tem jeito... Ainda não encontrei remédio para este contágio.
Caso alguém saiba, por favor, não me diga! Pretendo escrever aqui no Surforeggae ao menos uma vez por mês, e desde já agradeço ao amigo Renato. Fiquem a vontade para me mandar mensagens via e-mail, ou mesmo através do meu blog www.reggaesoul.cjb.net (onde estou fazendo algumas adequações e mudanças). É lá no blog que costumo colocar meus arquivos e pesquisas sobre o Reggae.
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