31 · 16 de setembro de 2003
Red Meditation: Para quem ainda não ouviu, fica a dica. Para quem já ouviu, dificilmente vai discordar de alguma palavra aqui escrita!
Banda sensacional, montada na BAHIA. Grande celeiro musical, palco de grandes acontecimentos do cenário nacional e internacional. Com um gui
Red Meditation:
Banda sensacional, montada na BAHIA. Grande celeiro musical, palco de grandes acontecimentos do cenário nacional e internacional. Com um guitarrista argentino e uma vocalista americana, a gente nem sente a origem da banda pesar positiva ou negativamente. Ainda intitulando seus shows como ENSAIOS, mostra que a humildade é o ponto forte do carisma que é derramado na platéia. A RED MEDITATION vem conquistando seu público aos poucos, com as pequenas oportunidades que lhe são cedidas em boas casas de shows.
Nos shows, o Louvor ao Senhor é o objetivo, sempre alcançado sem que isso pareça uma conversão obrigatória. Tudo muito natural, como toda opinião deve ser. Muito natural também as lembranças que a batida nos traz, como DRY & HEAVY pela levada do vocal, ISRAEL VIBRATION pelo dub, e muitas outras bandas que poderiam soar mais estranhas do que as anteriores. Fica o espaço para a sua memória.
Na parte teórica, que pela ótima qualidade da banda parece nem existir, eles parecem ter feito direitinho a lição de casa. O baterista Vicente, que parece estar a ponto de explodir por exalar tanta vibração, mostra que foi o primeiro da classe. Batidas perfeitas no ritmo de cada um dos músicos, que ao contrário da grande maioria dos percussionistas brasileiros, consegue acompanhar qualquer virada. O baixista Ricardo, mostra que ser autodidata é sentir a música no coração e nas mãos, e transformá-la em sentimento.
Os guitarristas Daniel e Javier, em total sintonia, carregam a integração solo-base perfeitamente, quase que imperceptível. E o que dizer de Popó, que se vira nos vocais e na percussão, sem deixar a peteca cair? Totalmente conectado em Molly, cuja voz toca fundo não só o coração, mas a mente de quem consegue sentir as letras. Com o grande diferencial de conseguir conversar com o público sobre as composições e a espiritualidade da banda. Isso é raro por aqui.
Neste show, você vai conseguir entender a raiz do reggae se você ainda pensa que ele está na cachoeira, na praia ou no rosto bonito de algum garoto/garota. Ele está na sua mente, nos seus sentidos. Que vão ficar agradecidos com uma performance deste sexteto que veio para São Paulo para ficar. Enfim, isso é só um aperitivo pra você que ainda não conferiu o som da banda ao vivo. Uma experiência gratificante. E uma esperança como aquela luz bem fraquinha no fim do túnel que não deixa a essência do reggae morrer.
Ricardo Cruz (Baixo ::: Salvador – Bahia – Brasil)
Popó (Percussão / Backing Vocal ::: Salvador – Bahia – Brasil)
Molly Rose (Vocal ::: Los Angeles – California – Estados Unidos)
Daniel Pontual (Guitarra Base ::: Salvador – Bahia – Brasil)
Vicente de Jesus (Bateria ::: Itabuna – Bahia – Brasil)
Javier Otamendi (Guitarra Solo ::: Santa Fé – Argentina)
Clique aqui e saiba mais sobre o artista.
MAIS INFORMAÇÕES
Categoria
#31