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31 · 03 de maio de 2004

O Reggae raiz está morto? Engana-se! Comunidade nas Ilhas Virgens Americanas quebra todas as barreiras do reggae!

É fato que em todo o mundo, principalmente na Jamaica, o reggae vem cada vez mais sendo modernizado e diferenciado do som original, costumei

O Reggae raiz está morto? Engana-se! Comunidade nas Ilhas Virgens Americanas quebra todas as barreiras do reggae!
É fato que em todo o mundo, principalmente na Jamaica, o reggae vem cada vez mais sendo modernizado e diferenciado do som original, costumeiramente chamado “Reggae Roots”, ou “Reggae de Raiz”. A batida Dancehall, Raggamuffin, Jungle (entre outras), vem conquistando enormes públicos desde o fim dos anos 80 e tomando o espaço do ritmo tradicional. Na Jamaica dos dias atuais por exemplo, é muito difícil ver nas paradas de sucesso, artistas que fazem aquela batida arrastada e cadenciada que fez o planeta voltar os olhos para o Terceiro Mundo, consolidada principalmente por nomes como Bob Marley & The Wailers, Burning Spear, Israel Vibration, Culture entre outros. Você deve estar pensando que está tudo se perdendo, e que o Reggae Roots está se diluindo no tempo (“Fading away”, como diriam os jamaicanos). No entanto, não é bem isso que está acontecendo. Um pequenino local na imensidão do mundo está revolucionando e rompendo todas as barreiras do reggae raiz. Este local se chama, nada mais nada menos do que, “St. Croix”. Com uma riqueza musical, cultural e poética impressionante, a comunidade de St. Croix - Ilhas Virgens de colonização Americana - vem surpreendendo todo o planeta e roubando a cena inclusive dos artistas firmados, consagrados e aclamados pelo público, como Gladiators, Gregory Isaacs, Alpha Blondy entre outros, que não tem causado metade do alvoroço que os músicos do local provocam a cada novo lançamento. Assim como Bob Marley & The Wailers fizeram o mundo voltar os olhos para o terceiro mundo e para a Jamaica, tudo em St. Croix começou com uma banda chamada “Midnite”. O Midnite (pronuncia-se Midinaite) com um som autêntico, de mensagems conscientes lotadas de críticas sociais, carregadas de uma visão altamente insatisfeita com o sistema, que em menos de dois anos se firmou em todo o mundo, tendo seus discos como os mais vendidos (superando todos os monstros sagrados do Reggae) durante meses. É possível ver hoje, por exemplo, que numa das maiores lojas de discos de Reggae do mundo, a Ernie B’s Reggae, dos dez títulos mais vendidos, 6 são de artistas de St. Croix. A partir do momento em que o Midnite foi descoberto por fãs do Reggae em todo o mundo, St. Croix viveu o mesmo que a Jamaica na época de Bob Marley. Todas as atenções ficaram voltadas para o movimento local, e diversos artistas foram surgindo com a mesma autenticidade e riqueza musical, poética do grupo que literalmente deu uma reviravolta no Reggae Roots em todo o planeta. A cena musical em St. Croix hoje é muito desenvolvida, e tem sido fortalecida pelo surgimento de gravadoras como a I Grade e a Mt. Nebo Records, que estão lançando para todo o mundo o que pode se considerar “A verdadeira volta às origens”. Isso não só tem influenciado muita gente pelo mundo, mas também fez as próprias ilhas vizinhas (St. Thomas e St. John) entrarem no mesmo ritmo. Enquanto na própria Jamaica os hits do reggae tradicional desapareceram das paradas de sucesso, nas ilhas virgens Americanas, a lei é o Reggae Roots. O surgimento de cantores/bandas como Bambú Station, Iba, Abija, Star Lion Family, Batch entre outros só faz confirmar o que dissemos: O Reggae Roots está vivo, e contra-ataca o som eletrônico e modernizado mais forte do que nunca. Hoje, artistas do local são requisitados para turnês em todo o mundo, tendo recebido também muitos prêmios. Como exemplo podemos citar o álbum “One Day”, da sensacional banda Bambú Station, que venceu em Washington, capital dos Estados Unidos da América, o prêmio anual de melhor álbum de reggae de 2003. Especialistas, críticos, revistas, jornais e todos os instrumentos de comunicação possíveis tem conceituado com unanimidade a música produzida em St. Croix como “Clássica”, “Muito poderosa”, e até “A essência do reggae”. Com tudo sendo favorável ao crescimento de St. Croix atualmente, o lugar está prometendo se tornar o maior “celeiro” de artistas do tradicional reggae raiz de todo o mundo. A partir de agora temos certeza que até você, que talvez nunca ouviu falar no local e nos artistas aqui citados, prestará bastante atenção a tudo que surgir a partir desse instante que envolva o nome “St. Croix”.

MAIS INFORMAÇÕES

 Alguns sites relacionados ao assunto:  Site da Gravadora I Grade Records.

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