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Reggae · 25 de maio de 2003

Desastre no aniversário de Bob Marley, comemorado em São Miguel Paulista!

A universitária Daniela Maria de Freitas e o marceneiro Alexsandro Felix de Sena foram assassinados durante o show de reggae "Aniversário da

Desastre no

A universitária Daniela Maria de Freitas e o marceneiro Alexsandro Felix de Sena foram assassinados durante o show de reggae "Aniversário da Morte de Bob Marley", realizado na Praça Antonio Assis Pereira, em São Miguel Paulista, zona leste da capital. Segundo a organização do evento, estavam reunidas cerca de 10 mil pessoas, a maioria jovens. Na confusão, dois rapazes foram baleados, mas não correm riscos.

Daniela teria morrido vítima de bala perdida - o tiro acertou seu pescoço. "Avisava para minha filha que era perigoso sair à noite, mas ela já estava crescida e sabia o que fazia", disse o desempregado Daniel de Freitas, pai de Daniela. A jovem, de 19 anos, cursava o 2º ano de Administração de Empresas na Unicsul. "A Daniela tinha a vida inteira pela frente e vem um degenerado desses e acaba com tudo", desabafou o pai. Contou que a filha gostava de reggae e que tinha ido ao show com a amiga.

No mesmo show estava Alexsandro Sena, de 22 anos. "Ninguém sabe dizer se meu irmão é culpado", disse o fiscal de ônibus Jaemerson Felix de Sena. A festa, organizada pela Associação Cultural do Reggae, começou às 16h. Cinco bandas deveriam se apresentar. O tumulto começou por volta de 20h50, quando a banda carioca Ponto de Equilíbrio acabara de se apresentar. O organizador do evento, Carlos Alfredo da Silva ou Alfredo Rasta, estava no palco e dava os últimos retoques para a apresentação da banda Vibrações de Jah, a última a se apresentar, quando iniciou-se o corre-corre.

"Nessa hora vi um cara correndo atrás de um rapaz", lembrou Rasta, referindo-se a Sena. Tiros foram ouvidos. "Ele deveria ter alguma bronca do rapaz (Sena) e resolveu acertar as contas no meio do show." Também foram baleados Rafael Araújo Soares, de 18 anos, e João Paulo de Oliveira, de 17. As vítimas foram socorridas para hospitais da região. "Temos que entender que foi um fato isolado dentro de um evento", explicou o delegado Nilton Quieregato, do 22º Distrito Policial, em São Miguel Paulista.

Silva contou que o evento começou em 1994 na porta da sua casa. "Sempre avisei a Polícia Militar e os demais órgãos competentes", disse Rasta. Os shows eram realizados a cada dois meses para marcar o início da agenda cultural da região.

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