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Reggae · 26 de dezembro de 2009

Movimento Negro Unificado!

Estamos quase no fim de 2009, ano que até aqui já gerou muitos assuntos, discussões, polêmicas e “inovações” não tão novas assim. Pretendo n

Movimento Negro Unificado!

Estamos quase no fim de 2009, ano que até aqui já gerou muitos assuntos, discussões, polêmicas e “inovações” não tão novas assim. Pretendo nessa coluna esclarecer e manter meus comentários sinceros e objetivos. Para começar de forma mais leve, vou falar sobre um gênero que está crescendo a cada dia, ocupando cada vez mais o espaço das emissoras de rádio, pistas de dança, etc, e que principalmente destacou uma maravilhosa parceria com o Reggae. Estou falando do Hip-Hop.

O movimento continua em ascensão, e é interessante notar que vem atingindo um público cada vez mais fiel. Para comprovar isso, basta relembrar as bandas de Reggae que se apresentaram ao lado de um Rapper. Existem vários exemplos, mas não quero aqui citar os shows, as bandas ou os rappers, mas sim falar de como essa parceria é valiosa, antiga, de conceitos e raízes idem. Antiga? Você deve estar se perguntando... Mas é isso mesmo!

Vamos relembrar que o termo "Hip-Hop" foi estabelecido por volta de 1968 pelo negro África Bambaataa, inspirado em duas movimentações cíclicas. A primeira delas estava na forma pela qual se transmitia a cultura dos guetos norte-americanos. A segunda estava justamente na forma de dança mais popular da época, ou seja, movimentar os quadris (HIP) e saltar (HOP). Era um convite à festa, assim como o início do Reggae nas radiolas.

Nesta época (década de 60), proliferou-se uma grande discussão sobre direitos humanos e, nesta ordem dos fatos, os marginalizados da sociedade de Nova York se articularam para fazer valer suas propostas na eliminação das suas inquietações e, assim como o reggae, era a vez da música mostrar o poder político, social e econômico. Assim surgiram grandes líderes negros, como Martin “Luther” King e Malcom X, e grupos que lutavam pelos direitos humanos com os “Panteras Negras”.

Esse ambiente influenciou bastante os primeiros praticantes do Hip-Hop, principalmente artistas como o saudoso Isaac Hayes (10-08-2008) que fazia os habitantes dos guetos dançarem as músicas que eles mesmos intitulavam de "Rap", a exemplo dos "Ike’s Raps" contidos nos LP’s de Hayes, compostos por uma base musical dançante acompanhado de rimas faladas que seguiam o ritmo. Além disso, a mensagem continha um alto teor político-social.

Relembrando os shows desse ano, ou pelo menos até aqui, várias bandas de reggae colocaram o rap para falar alto. E por isso remexi alguns arquivos e me surpreendi em ler algo de 15 anos atrás. Na década de 90, o Hip Hop foi divulgado em São Paulo por organizações e oficinas culturais, com a imensa participação do músico de REGGAE Toninho Crespo. O trabalho teve continuidade no município de Diadema, com o profissionalismo de Sueli Chan (membro do MNU - Movimento Negro Unificado). Com tudo, fica claro que a união dos ritmos não é novidade, mas sim uma mistura de origem sólida e de uma validade infinita que fortifica a cultura negra e seus ideais.

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